O clima político em Apicum-Açu esquentou — e não é pouco. Nos bastidores, cresce a revolta entre aliados, eleitores e lideranças ligadas ao deputado estadual Cláudio Cunha diante de uma possível articulação considerada por muitos como traição política.
O foco das críticas recai sobre o prefeito Jadeco, que, segundo relatos de bastidores, estaria liderando um movimento silencioso para enfraquecer justamente quem o ajudou a chegar onde está hoje. A insatisfação é clara: amigos próximos e apoiadores históricos de Cláudio Cunha já demonstram indignação com a possibilidade de divisão de votos dentro da própria base.
As informações que circulam apontam para a formação de um grupo político paralelo, envolvendo o vice-prefeito Sabóia, o procurador do município e integrantes da família Monteiro — incluindo a primeira-dama Renata Monteiro — com o objetivo de fortalecer o nome da deputada Detinha na região.
Se confirmada, a estratégia é vista como um golpe direto dentro da própria casa política de Cláudio Cunha. Para muitos eleitores, não se trata apenas de estratégia — mas de ingratidão.
“Como pode alguém que foi apoiado, fortalecido e colocado na política virar as costas dessa forma?”, questionam lideranças locais, refletindo um sentimento que cresce nas ruas.
A possível movimentação tem gerado um desgaste evidente na imagem da atual gestão municipal, levantando dúvidas sobre lealdade, compromisso e transparência nas decisões políticas.
A pergunta que não quer calar em Apicum-Açu é direta:
o prefeito Jadeco terá coragem de romper com quem sempre esteve ao seu lado, mesmo diante da reação popular?
Enquanto o silêncio oficial permanece, a pressão aumenta — e a população observa, cada vez mais atenta, os próximos passos desse jogo político que promete fortes desdobramentos.

