Blog Joerdson Rodrigues

Correio Maranhense: Orleans mostra força popular pelas ruas e dita ritmo na primeira semana de campanha

A primeira semana de campanha no Maranhão deixou uma impressão difícil de esconder: Orleans Brandão (MDB) entrou na disputa para impor o ritmo, enquanto os adversários ainda tentam encontrar discurso, público e direção. 

Líder nas pesquisas, Orleans não se limitou a administrar o favoritismo. Ocupou as ruas, realizou caminhadas lotadas em São Luís e no interior, mobilizou aliados e demonstrou uma força política e popular que, até agora, nenhum concorrente conseguiu acompanhar.

A participação diária de Edivaldo Holanda Júnior também revelou uma estratégia bem articulada. Enquanto Orleans percorre diferentes regiões do estado, o candidato a vice-governador mantém a chapa em movimento na capital, comandando caminhadas e carreatas pelos bairros. Ex-prefeito de São Luís, Edivaldo ajuda a ampliar a presença de Orleans no maior colégio eleitoral do Maranhão e permite que a campanha ocupe vários territórios simultaneamente.

Eduardo Braide, por sua vez, descobriu logo na largada que o Maranhão é muito maior do que São Luís e que popularidade nas redes sociais não garante multidão no interior. Sua passagem pela Baixada Maranhense expôs uma candidatura com dificuldades para atravessar os limites da capital. Faltaram adesão popular, entusiasmo e clima de crescimento. 

Depois do início tímido, Braide correu para cidades onde conta com aliados mais estruturados, como Bacabal e Presidente Dutra, em uma tentativa evidente de produzir imagens melhores e apagar o constrangimento dos primeiros atos. Mas eleição estadual não se vence escolhendo apenas os lugares onde já existe plateia garantida.

Felipe Camarão também começou pequeno. Sem conseguir construir uma identidade própria ou protagonizar mobilizações relevantes, preferiu repetir o nome de Lula como se o prestígio do presidente pudesse ser transferido automaticamente para sua candidatura. Até aqui, Camarão parece mais dependente de Brasília do que conectado com as ruas do Maranhão. 

Roberto Rocha adotou estratégia semelhante no campo oposto: concentrou-se nas redes sociais e se agarrou ao nome de Jair Bolsonaro. O problema é que postagem pode gerar barulho, mas não substitui base política, presença territorial nem povo acompanhando candidato.

O saldo da primeira semana separa uma candidatura verdadeiramente estadual de três projetos ainda em busca de tração. 

Orleans apresentou organização, alianças, capilaridade e mobilização popular. Braide tentou maquiar uma largada murcha; Camarão pegou carona em Lula; e Roberto Rocha transformou Bolsonaro em sua principal muleta eleitoral. 

Enquanto os adversários disputam para saber quem ocupará o posto de principal opositor, Orleans avança, ocupa espaços e consolida a imagem de quem possui força política e popular para vencer a eleição.

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