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Candidata a deputada federal Poliana Gatinho leva a voz das mães atípicas ao centro do debate nacional

Candidata a deputada federal, Poliana Gatinho

Candidata a deputada federal pelo Maranhão, Poliana Gatinho transforma sua experiência como mãe de uma criança autista em bandeira de luta por políticas públicas inclusivas e representatividade.

Há batalhas que começam antes do amanhecer. Para muitas mães atípicas no Maranhão, a rotina é feita de madrugadas em busca de atendimento, faltas ao trabalho para acompanhar consultas e uma luta constante para garantir que a escola ofereça o apoio a que seus filhos têm direito. São histórias que raramente aparecem nas fotografias oficiais ou nos discursos sobre inclusão — mas que agora ganham voz no cenário político nacional.

Poliana Gatinho, mãe de João Lucas, criança autista com altas necessidades de suporte, decidiu transformar essa realidade em pauta de campanha. Candidata a deputada federal, ela defende que as dificuldades enfrentadas por quem cuida não podem mais ser tratadas como problemas individuais, mas como questões que exigem resposta do poder público.

Em 2024, Poliana recebeu 1.402 votos na disputa pela Câmara Municipal de São Luís. Agora, em 2026, dá um passo mais largo: quer levar as reivindicações das famílias atípicas ao Congresso Nacional.

Propostas que nascem da vivência

A campanha de Poliana Gatinho está ancorada em demandas concretas e urgentes. Entre suas principais bandeiras estão a ampliação do diagnóstico precoce, a redução das filas por terapias e a garantia de profissionais de apoio preparados nas escolas. Ela também defende proteção contra violência e maus-tratos, acessibilidade e políticas voltadas para adolescentes e adultos com deficiência.

Um dos temas centrais de sua agenda é a criação de residências inclusivas e moradias assistidas — uma preocupação que atravessa o coração de milhares de mães que se perguntam, todos os dias, quem dará suporte aos filhos quando elas não estiverem mais aqui.

Poliana faz questão de reforçar que essa conversa precisa ser ampla e acolher famílias de pessoas com síndrome de Down, paralisia cerebral, doenças raras e outras condições. “As necessidades não são todas iguais. Por isso, ouvir as mães deve ser parte da construção das propostas, da definição do orçamento e da fiscalização dos serviços”, defende.

Do caminho das clínicas ao lugar à mesa

As mães atípicas conhecem bem o caminho das clínicas, das escolas e das repartições públicas. O que cobram agora é algo mais simples e, ao mesmo tempo, transformador: um lugar à mesa onde se decide o que será feito.

Poliana Gatinho encarna essa reivindicação. Sua campanha não é apenas sobre uma candidatura — é sobre dar visibilidade a uma parcela da população que, há décadas, carrega sozinha o peso de políticas públicas insuficientes.

Seu compromisso, se eleita, é claro: fazer com que essas mulheres sejam ouvidas também depois da campanha, com voz ativa nas decisões que afetam diretamente suas famílias.

Uma luta que é de todos

A trajetória de Poliana Gatinho mostra que a inclusão não é apenas uma pauta de minorias, mas uma questão de justiça social e de responsabilidade coletiva. Ao levar as reivindicações das mães atípicas ao centro do debate federal, ela propõe uma nova forma de fazer política: aquela que começa pela escuta de quem vive a realidade na pele.

Com sua campanha, Poliana não apenas disputa uma vaga no Congresso — ela abre espaço para que milhares de mães maranhenses e brasileiras se reconheçam representadas e saibam que suas lutas não são invisíveis.

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