Guedes e privatizações – O Brasil esta sendo vendido? Confira

O ano de 2019 acabou, mas ainda tem muita coisa para ser digerida, as privatizações que aconteceram no ano foram motivos de grandes debates políticos e sociais, pessoas querendo saber o que irá mudar em suas vidas, como essas privatizações vão lhes afetar, por outro lado chama atenção volume de dinheiro envolvendo essas transações.

O Governo Bolsonaro tem como sua meta principal a privatização da maioria das empresas públicas. Esse é o desejo do Mestre Jedi do da economia do governo Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes, e do secretário-geral de privatizações, Salim Mattar.

Com objetivo inicial de arrecadar US$ 20 bilhões de dólares –>R$ 82 bilhões, em 2019 através da venda, parcial ou total, de participações em empresas ou ativos de titularidade do Estado brasileiro, o valor foi superado, até o fim de setembro o governo tinha vendido ativos e participações em empresas arrecadando mais de US$ 23,5 bilhões –>R$ 96,2 bilhões.

São números dos primeiros trimestres de 2019, ainda não temos dados do último trimestre do ano, não há dados disponíveis, mas indicadores apontam para o aumento dos valores arrecadados.

Com o argumento para a venda dos ativos públicos que estão nas mãos do Estado, que do ponto de vista fiscal –> são necessárias mais receitas para reequilibrar as contas públicas e diminuir uma dívida que se aproxima temerariamente de 80% do PIB. Outro argumento é o que mais pesa na escolha do ministro Guedes para as privatizações, é a questão ideológica –> Guedes é fiel à doutrina da Escola de Chicago, é totalmente favorável à ideia de que o setor privado é, por definição, melhor gestor do que o Estado e afirma que a venda de bens públicos diminuirá a corrupção.

Para o ministro as estatais servem a interesses políticos, o que abre margem para corrupção, e culpa o Partidos dos Trabalhadores, PT, pelas disfuncionalidades das empresas públicas.

O governo Bolsonaro, chegou com o objetivo de obter mais de 320 bilhões de dólares em privatizações e leilões de infraestrutura, rodovias e ferrovias, poços de petróleo, aeroportos e portos, até pontos turísticos como os Lenções Maranhenses entrou no bolo de privatizações.

Só no primeiro ano de governo Bolsonaro, o secretário-geral de privatizações, Salim Mattar anunciou a vontade do governo de se desfazer de sua participação em 120 empresas, esse número que pode mais que dobrar caso se consiga a aprovação do Senado.

Privatizações e montante previsto para 2020

Mattar afirmou, que o governo espera arrecadar R$ 150 bilhões com privatizações e venda de ações de empresas em 2020. A expectativa da equipe econômica, é reduzir de 627 para 327 o número de empresas em que a União tem participação.

Entre as 300 empresas, 210 seriam vendidas somente com a privatização da Eletrobras. O secretário declarou que a companhia precisa de R$ 14 bilhões por ano em investimentos para manter a participação de mercado, entretanto, só consegue aplicar R$ 3 bilhões.

O ponto de vista

As privatizações segundo o governo tem objetivos de abrir a concorrência dentro do país, acabar com privilégios, pois muitas empresas públicas são cabides de empregos para aliados políticos, acabar com a corrupção gerada por indicações políticas dentro das estatais, diminuir a burocracia vista como motor da corrupção.

o grande x da questão é saber como essas medidas vão impactar de forma positiva a vida do cidadão, quais benefícios serão colhidos no futuro, pois não sabe-se como tudo isso melhorá a vida dos brasileiros. Nota-se que a curto prazo não haverá diferença no dia-dia das pessoas. O que se acompanha em redes de notícias é a corrupção cada dia mais especializada e aprimorada dentro dos três poderes.

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