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BOMBA: Denúncia junto ao MPMA aponta manobra para aprovação de empréstimo de R$ 50 milhões pela Câmara de Pinheiro às vésperas do recesso

Edinildo Rodrigues presidente da Câmara e preifeito André da Ralpnet

Uma representação protocolada junto ao Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) coloca sob os holofotes a gestão do prefeito de Pinheiro, André da Ralpnet (Podemos), e a presidência da Câmara Municipal, ocupada pelo vereador Edinildo Rodrigues. O documento denunciando o caso foi encaminhado ao Ministério Público no último dia 22, levanta suspeitas graves sobre a tentativa de contrair um empréstimo bancário sem o cumprimento das exigências legais básicas.

O cerne da denúncia reside na forma como o projeto de lei foi encaminhado ao Legislativo. Segundo o documento que o blog teve acesso com exclusividade, o presidente da Câmara convocou uma sessão extraordinária imediata em pleno período de festas de fim de ano. A estratégia, de acordo com o denunciante, teria o objetivo deliberado de evitar a fiscalização do Poder Judiciário e do próprio Ministério Público, que entram em regime de recesso nesta época.

Para que uma prefeitura contraia um empréstimo, não basta apenas a vontade política. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Constituição Federal estabelecem uma série de “travas” de segurança para evitar que o endividamento comprometa as gerações futuras ou seja usado para fins eleitorais.

De acordo com a representação, o projeto apresentado pela prefeitura de Pinheiro falha em pontos cruciais:

Um dos pontos mais sensíveis da denúncia é a acusação de que a base governista na Câmara estaria disposta a aprovar o projeto em troca de cargos públicos e propinas. O texto afirma que os princípios da legalidade e da proporcionalidade foram feridos para atender aos interesses do Executivo.

A representação solicita que o Ministério Público instaure um inquérito civil para apurar a conduta do prefeito e do presidente da Câmara. Entre as sanções previstas em caso de condenação por improbidade administrativa estão:

  1. Ressarcimento ao erário;
  2. Perda da função pública;
  3. Suspensão dos direitos políticos.

O caso também deve ser encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) para análise técnica das contas do município.

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