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MP investiga o destino de R$ 30 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas a Buriticupu e quer suspensão de verbas para 2026

Prefeito de Buriticupu, João Carlos

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) acendeu o sinal de alerta sobre a gestão de recursos públicos em Buriticupu. A 1ª Promotoria de Justiça da comarca converteu uma Notícia de Fato em Procedimento Administrativo para investigar uma suposta falta de transparência sobre um montante expressivo: R$ 30.377.936,59 (trinta milhões trezentos e setenta e sete mil novecentos e trinta e seis reais e cinquenta e nove centavos) em emendas parlamentares recebidas pelo município entre 2020 e 2025.

A decisão (nº 76/2026), assinada pelo Promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, fundamenta-se em uma denúncia de que a Prefeitura não estaria publicizando adequadamente como e onde esse dinheiro foi gasto. O “vácuo” de informações no Portal da Transparência fere leis federais e ignora decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

O “Buraco Negro” dos dados públicos

O cerne da investigação é a dificuldade de rastreio. De acordo com o relatório, a omissão municipal impede o chamado “controle social” — que é o direito do cidadão de fiscalizar o uso do dinheiro público. Entre os valores não detalhados estão emendas individuais, de bancada e as polêmicas “transferências especiais”.

A conduta do município estaria em rota de colisão com a ADPF 854 do STF, que exige transparência total e rastreabilidade sobre quem envia e quem recebe os recursos das emendas.

MP recomenda suspensão de verbas para 2026

A gravidade da situação levou o Ministério Público a adotar medidas imediatas. Além de instaurar o procedimento de fiscalização, foi expedida uma Recomendação Administrativa ao Prefeito de Buriticupu e ao Presidente da Câmara Municipal.

O recado é claro: o MP orienta a suspensão da execução de novas emendas em 2026 até que a situação seja integralmente regularizada. Na prática, a gestão municipal está sendo instada a “colocar a casa em ordem” antes de continuar movimentando verbas parlamentares, sob pena de medidas judiciais mais severas.

O que diz a Lei

A investigação se baseia no descumprimento de pilares da administração pública:

Nesta fase, o Ministério Público atua de forma preventiva e diagnóstica, acompanhando se a prefeitura irá sanar as falhas estruturais apontadas. Caso a “caixa-preta” das emendas não seja aberta, o caso pode evoluir para um Inquérito Civil e eventuais ações por improbidade administrativa.

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