O clima político em Lago da Pedra ganhou novos contornos de tensão após o empresário e pré-candidato a deputado estadual Julyfran Catingueiro afirmar publicamente que estaria sendo alvo de perseguição política relacionada à liberação de licenças para a realização de seu bloco carnavalesco na cidade. As declarações, feitas em vídeo e compartilhadas em redes sociais, atribuem à gestão municipal, comandada pela prefeita Maura Jorge, a responsabilidade por entraves burocráticos que teriam inviabilizado o evento.
Segundo o relato do próprio Julyfran, a dificuldade para obter as autorizações necessárias teria se intensificado na semana que antecedeu o bloquinho, culminando, de acordo com sua versão, em uma intimação judicial, e em um pedido de mandado de segurança para impedir definitivamente a realização da festa.
Uma fonte velada confidenciou ao blog Joerdson Rodrigues, a iniciativa para barrar o Bloquinho de Julyfran Catingueiro teria partido do própio Rui Jorge, filho da prefeita Maura Jorge, que também é pré-candidato a deputado estadual, o caldo só engrossa.
Julyfran também afirmou que o evento teria potencial econômico e social, destacando que beneficiaria ambulantes, músicos e a juventude local. O discurso reforça o argumento político de que a suposta negativa da gestão municipal teria impacto além da esfera pessoal, atingindo a economia informal e a agenda cultural da cidade. Ainda assim, a ausência de manifestação oficial detalhada por parte da Prefeitura sobre os motivos específicos da não liberação das licenças mantém o caso no campo das versões conflitantes.
Outro ponto levantado pelo pré-candidato foi a crítica ao fato de, segundo ele, o município não realizar a programação tradicional de carnaval, apesar de recursos destinados à cultura. Ele também mencionou a previsão de um “lava-prato político” em local semelhante ao do evento pretendido, sugerindo tratamento desigual.
O episódio revela, acima de tudo, a fragilidade institucional quando decisões administrativas não são acompanhadas de transparência e comunicação clara. Em um cenário de pré-campanha, qualquer ato burocrático pode ser interpretado como movimento político, e a ausência de explicações oficiais robustas abre espaço para narrativas que confundem gestão pública com disputa eleitoral.
Por fim, a prefeita Maura Jorge teria barrado a realização de um bloco por receio de que o evento fortalecesse o adversário político e prejudicasse os interesses políticos do filho dela.

