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BOMBA! Ostentação milionária em Barreirinhas de suposto operador financeiro de político chama atenção e acende alerta nos bastidores

Enquanto grupo político de Josimar Maranhãozinho enfrenta momento de tensão pelo periodo pré-eleitoral, relatos apontam exibição de uma nova lancha, carros importados de luxo e imóveis, entre outros bens caros sendo ostentados por um operador antigo do moral da BR; comportamento teria gerado desconforto entre aliados e pode atrair atenção de órgãos de controle.

Nos bastidores da política maranhense, um contraste vem chamando atenção de observadores e de integrantes do próprio meio político. De um lado, o grupo liderado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho atravessa, segundo interlocutores, um momento delicado, em que o clã trabalha para manter sua sobrevivência e relevância política no estado. De outro, um homem apontado por fontes como um dos principais operadores ligados ao grupo estaria protagonizando cenas de ostentação que destoam completamente do cenário de dificuldade enfrentado por seus supostos aliados.

De acordo com relatos que chegaram à redação, no último final de semana o suposto operador teria promovido, no Rio Preguiças — cartão-postal da região de Barreirinhas, porta de entrada dos Lençóis Maranhenses —, a “inauguração” de uma lancha nova, avaliada, segundo essas mesmas fontes, em cerca de R$ 5 milhões. Ainda conforme os relatos, apenas em combustível para o passeio inaugural teriam sido gastos aproximadamente R$ 50 mil em um único final de semana, valor que supera, sozinho, a renda anual de boa parte das famílias maranhenses.

A lancha, segundo as informações apuradas, seria apenas o item mais recente de um estilo de vida marcado pelo luxo. Fontes próximas relatam que o mesmo personagem acumularia carros importados, imóveis de alto padrão em São Luís e em Barreirinhas, além de propriedades em outras cidades do interior do estado, e teria por hábito realizar deslocamentos em aeronaves.

Em um estado que figura entre os que possuem os piores indicadores sociais do país, a exibição pública de um patrimônio dessa magnitude naturalmente levanta questionamentos legítimos e de interesse público: qual a origem dos recursos? A evolução patrimonial é compatível com as atividades econômicas declaradas? Essas são perguntas que, em uma democracia, cabem à imprensa formular e aos órgãos competentes responder.

Ainda segundo a apuração, o suposto operador já teria sido alvo, no passado, de operações relacionadas a suspeitas de irregularidades envolvendo a emissão de notas fiscais supostamente inidôneas — as chamadas “notas frias” — na comercialização de medicamentos.

O que torna o episódio ainda mais relevante do ponto de vista político é o efeito interno que a ostentação teria provocado. Segundo fontes próximas ao grupo ouvidas pelo blog, o comportamento extravagante do jovem operador não teria passado despercebido nem mesmo entre aliados: o próprio deputado Josimar Maranhãozinho e pessoas de seu entorno teriam demonstrado preocupação com o que classificam como excesso de “ousadia” — justamente em um momento em que discrição seria, politicamente, o caminho mais prudente.

O receio, relatam essas fontes, é que o estilo de vida chamativo acabe atraindo os olhares de autoridades e órgãos de controle no estado, com potenciais desdobramentos que poderiam respingar em todo o grupo político.

Ostentar patrimônio, por si só, não é crime. No entanto, quando há descompasso aparente entre o padrão de vida exibido e as fontes de renda conhecidas de alguém que atua no entorno do poder público, órgãos como o Ministério Público, a Receita Federal, o COAF e a Polícia Federal têm instrumentos legais para verificar a compatibilidade patrimonial e a eventual ocorrência de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal ou desvio de recursos públicos. Trata-se de procedimento de rotina do Estado brasileiro, aplicável a qualquer cidadão em situação semelhante.

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