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Júlio Filho quer colher os votos do pai. Vai responder pelos problemas da gestão?

Julío Filho ao lado do pai Dr Julinho

Se a administração do pai entra na campanha como motivo de orgulho, também precisa entrar quando surgem problemas. A suspensão dos três concursos de São José de Ribamar, determinada pela Justiça em 25 de setembro a pedido do Ministério Público, coloca uma pergunta diante de Júlio Filho: o que ele tem a dizer aos candidatos que agora aguardam esclarecimentos sobre a seleção? Entre as denúncias relatadas pelo MPMA estão possíveis falhas na fiscalização e saída irregular de participantes com cadernos de questões.

Júlio Filho não pode ser responsabilizado por irregularidades apenas por ser filho do prefeito. Mas isso não torna sua campanha imune à cobrança política. Se pretende defender a gestão, precisa enfrentar seus questionamentos. É cômodo apresentar realizações, posar para fotografias e pedir confiança. O teste aparece quando é necessário explicar problemas, cobrar providências e assumir uma posição que possa contrariar o próprio grupo.

A Prefeitura diz que notificou a banca, levou o caso ao Ministério Público e cumprirá a decisão. Os concursos estão suspensos, não anulados, e as denúncias ainda dependem de apuração. A cobrança, porém, está posta: transparência para quem disputou uma vaga e respostas de quem pede voto. Prefeitura não é patrimônio de família. Cargo público não é favor. E eleitor não é herança que se transfere de pai para filho.

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