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Eleição da Mesa Diretora da Câmara de Palmeirândia deve provocar desgaste e racha no grupo do prefeito Edilson da Alvorada

Até o momento, o presidente da Câmara Municipal de Palmeirândia, vereador Rildo Abreu (PL), ainda não publicou o edital com a data e as regras da eleição da Mesa Diretora para o próximo biênio.

Nos bastidores, a demora é atribuída ao fato de que, mesmo sem data marcada, a disputa já estaria praticamente definida: a maioria dos vereadores já declarou apoio ao vereador Jefferson Diniz.

Manifestaram apoio a Jefferson os vereadores Bruno de Edinho, Djalma Pereira, Jorlailson, Marquinhos de Greg e Raissa Campos., somando o próprio voto, o parlamentar garante 6 dos 11 votos da Casa, o suficiente para assegurar a maioria. Já os vereadores Helena de Dico de Dedeco, Leco da Ilha Terceira, Roseno e Sivaldo ainda não se manifestaram publicamente se vão somar aos demais e declarar apoio a Jeferson Diniz.

Rildo ainda busca o apoio do prefeito Edilson da Alvorada (PL) para tentar reverter o cenário e garantir sua recondução à presidência. O prefeito, no entanto, não estaria disposto a ampliar o atrito com o Legislativo. A falta de posicionamento do chefe do Executivo teria provocado insatisfação no atual presidente e em pessoas próximas a ele. Segundo apuração do blog, um familiar do vereador teria afirmado que o prefeito “não quer deixar a presidência com Rildo nem quer abrir mão da sua sucessão para ele ser o candidato do grupo, assim fica muito difícil acompanhar Edilson”.

A declaração evidencia o descontentamento dentro do próprio grupo governista em razão da eleição da Câmara. A ausência de um apoio público do prefeito a um dos lados pode resultar no rompimento com alguns aliados.

A expectativa é que Jefferson Diniz mantenha o apoio dos colegas e seja eleito por aclamação o próximo presidente da Câmara. Do outro lado, não está descartada a possibilidade de Rildo e seu grupo romperem com a gestão municipal, já que Edilson não deverá interferir diretamente na eleição da Mesa Diretora e tampouco deverá escolher o parlamentar como seu possível sucessor, em detrimento de uma sobrinha.

Resta saber se o atual presidente estará disposto a abrir mão de indicações para empregos, contratos e cargos na estrutura municipal ou se aceitará uma derrota que, nos bastidores, já é dada como certa e aguarda apenas a publicação da data da eleição.

Toda essa movimentação deve gerar desgaste ao prefeito Edilson da Alvorada e aos seus planos de sucessão.

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