SOB SUSPEITA: Cooperativa minúscula recebeu quase R$ 25 milhões de prefeituras maranhenses em 2025

Com sede em uma sala comercial e histórico de trocas constantes de comando, a COOPBRAS é alvo de graves denúncias que vão de “funcionários fantasmas” a atrasos de pagamentos, apesar dos contratos milionários em diversas prefeituras maranhenses.

O volume de recursos públicos destinados à COOPERATIVA DE TRABALHO, PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS DO BRASIL (COOPBRAS) acendeu o alerta vermelho e poderá ser alvo dos órgãos de controle e fiscalização e na opinião pública maranhense. Um levantamento exclusivo realizado pelo blog Joerdson Rodrigues revelou que a entidade abocanhou a impressionante cifra de R$ 24.773.220,70 (vinte e quatro milhões setecentos e setenta e três mil duzentos e vinte reais e setenta centavos) somente no ano de 2025, oriundos de apenas quatro prefeituras do estado.

No entanto, o montante milionário contrasta drasticamente com a estrutura da cooperativa e a realidade relatada por colaboradores. Enquanto o dinheiro flui dos cofres públicos, uma névoa de incertezas e denúncias graves paira sobre a operação da entidade.

Relatos de colaboradores que solicitaram anonimato por medo de retaliações apontam para um cenário preocupante. Entre as principais acusações, destacam-se:

  • Cabide de empregos e “fantasmas”: A utilização da estrutura da cooperativa para ocultar pessoas que recebem proventos sem realizar qualquer serviço;
  • Caos financeiro na ponta: Apesar dos repasses em dia pelas prefeituras, há relatos constantes de atrasos nos pagamentos dos trabalhadores em diversos municípios;
  • Dúvida operacional: Questiona-se como uma entidade com baixa capacidade financeira e técnica declarada consegue gerir contratos tão vultosos;
  • Estrutura de “fachada”: A sede da COOPBRAS, localizada em uma sala de condomínio comercial em São Luís, é vista como insuficiente para gerir o contingente de mão de obra contratado.

Outro ponto que chama a atenção é a volatilidade na gestão da COOPBRAS. Desde sua fundação em 14 de janeiro de 2016, a cooperativa passou pelas mãos de diversos sócios e administradores.

Apenas nos últimos anos, nomes como Marcello Henrique da Silva Azevedo Leite, Miecio Almeida Lopes, Daniel Silva Carneiro e Martinho Rodrigues Saraiva assinaram pela entidade. Atualmente, a gestão está sob a responsabilidade de Ana Barbara Chagas de Sousa e Felipe Soares da Silva. Essa rotatividade em cargos de confiança, em uma entidade que lida com dezenas de milhões de reais, é frequentemente apontada por especialistas em gestão pública como um fator de risco para a transparência.

O que diz a COOPBRAS

Apesar da nota oficial, a disparidade entre a estrutura física na sala 204 do Hyde Park e a gestão de quase R$ 25 milhões em contratos públicos continua a gerar questionamentos. A sociedade maranhense aguarda que os órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, aprofundem as investigações para garantir que o dinheiro dos impostos não esteja alimentando um esquema de fachada em detrimento dos trabalhadores e dos serviços prestados à população.

Em nota oficial de esclarecimento ao blog Joerdson Rodrigues, a COOPBRAS rebateu as acusações, tentando desvincular sua imagem de uma “empresa tradicional”. Segundo a entidade, o modelo cooperativista não exige uma estrutura física “robusta”, pois a execução dos serviços ocorre nas dependências dos órgãos contratantes.

Sobre as finanças, a cooperativa alega que o capital social não tem correlação direta com o faturamento e que o aumento de volume financeiro se deve à maior demanda de serviços e reajustes legais.

Quanto aos pagamentos, a COOPBRAS utiliza uma manobra técnica para se defender: afirma que não existem “atrasos salariais” porque, juridicamente, ela não paga salários, mas sim realiza o “repasse/rateio” do resultado do trabalho após o recebimento dos valores pelas prefeituras5. Na prática, se o dinheiro não chega ao trabalhador, a cooperativa transfere a responsabilidade para o fluxo de caixa do ente público ou para a natureza do contrato.

A entidade também refuta veementemente as alegações de “funcionários fantasmas” ou “favorecimento”, afirmando possuir controles de frequência e produtividade, e colocando-se à disposição para órgãos de controles competentes para verificações e auditórias.

Em um levantamento exclusivo realizado pelo blog Joerdson Rodrigues foi constatado que a cooperativa detém quase R$ 50 milhões em contratos. O caso ainda segue na redação e deverá ganhar novos capitulos em breve. Fique ligado!

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