Enquanto a população de São Luís espera por projetos de lei, melhorias no asfalto e saúde de qualidade, parece que um certo parlamentar da nossa Ilha do Amor resolveu investir seu tempo em uma modalidade bem mais “caliente” e perigosa: o adultério de alto risco. O nobre representante do povo, que deveria estar focado em fiscalizar o Executivo, foi flagrado fiscalizando — de perto até demais — a esposa alheia.
O caso, que mais parece roteiro de filme de faroeste de quinta categoria, envolveu o vereador (cujo nome já corre à boca pequena nos da política local da capital), a esposa de um conhecido dono de uma autoescola e, claro, o ingrediente principal para o desastre: um marido traído com o sangue fervendo.
Dizem que a confiança é a base de qualquer negócio, mas no caso do empresário da autoescola, a “direção” da sua vida conjugal acabou sofrendo um desvio inesperado. Após descobrir que o parlamentar estava batendo ponto na sua “garagem” para “sessões extras” com sua patroa, o empresário decidiu que não aceitaria esse tipo de manobra política nos seus lençóis.
Em vez de enviar uma nota de repúdio ou entrar com uma ação por danos morais, o traído — possivelmente inspirado por clássicos de Bang-Bang — decidiu resolver a questão na base da pólvora.
O encontro de contas aconteceu em uma “quebrada” da capital. O empresário, devidamente armado e descontrolado, foi tirar satisfação com o “pé de pano” de mandato. O que ninguém esperava era o preparo “bélico” do nosso parlamentar. Em vez de usar a oratória para acalmar os ânimos, o vereador prontamente sacou sua própria pistola, aceitando o desafio para um duelo final sob o sol escaldante de São Luís.
Foi por muito pouco que o Legislativo Municipal não perdeu um membro (e o empresário a liberdade) em um derramamento de sangue digno de Quentin Tarantino.
A tragédia só não foi consumada porque a famosa “galera do te acomoda” — populares que passavam pelo local — interveio antes que o primeiro gatilho fosse puxado. Entre gritos de “não faz isso!” e “vale a pena não, rapaz!”, os ânimos foram contidos, e cada um seguiu para o seu canto, provavelmente para limpar o suor e repensar suas escolhas de vida (e de segurança).
Fica o questionamento: se o nosso nobre vereador tivesse metade dessa disposição e coragem para defender os interesses da comunidade no plenário, São Luís seria a Suíça brasileira. Por enquanto, seguimos aguardando para saber se a próxima “sessão” do parlamentar será na Câmara ou em alguma outra residência de família.
