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BOMBA! MPMA pede suspensão de CNH, bloqueio de R$ 15,9 milhões de Paulo Victor, além de multa de R$ 1,2 bilhão por descumprimento de sentença

Presidente da Câmara de São Luís, vereador Paulo Victor

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) protocolou uma manifestação contundente no processo de Ação Civil Pública Processo n° 0807651-67.2018.8.10.0001 contra o Município de São Luís e o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor Melo Duarte. O órgão ministerial exige a aplicação de uma multa diária que alcança a soma impressionante de R$ 1,243 bilhão (um bilhão, duzentos e quarenta e três milhões, setecentos e oitenta e oito mil reais).

O cerne da questão é o alegado descumprimento de uma sentença judicial homologatória de transação firmada em 2018. Essa sentença obrigava a Câmara Municipal a:

O MPMA, por meio da 40ª Promotoria de Justiça, representada por Nacor Paulo Pereira dos Santos, argumenta que a Câmara não cumpriu integralmente o acordo, utilizando “pretextos” como a “impossibilidade” de realizar perícias médicas para atrasar a nomeação dos aprovados.

Pedidos de multa e cobrança

O MPMA requer a cobrança da multa diária já fixada judicialmente em R$ 1.000,00 (mil reais) por cada servidor contratado de forma irregular ou em desrespeito à decisão judicial, e também por cada candidato aprovado que ainda não foi nomeado.

A base para o cálculo da multa é dividida em duas fases e recai diretamente sobre o CPF do Presidente da Câmara, Paulo Victor Melo Duarte:

Fase 1: Multa provisória e imediata

Fase 2: Multa definitiva

A manifestação do MPMA critica a postura da Câmara Municipal de São Luís, que, apesar de ter promovido o desligamento de servidores admitidos sem concurso após a CF/88 (por meio da Resolução Administrativa n° 12/2021), não demonstrou o cumprimento integral da sentença. A Promotoria enfatiza a “absoluta ausência de interesse do réu em cumprir voluntariamente sua obrigação,” o que “abala a credibilidade da Justiça”.

Os recursos provenientes das multas, se aplicadas, serão destinados ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

O Ministério Público conclui requerendo, também, que sejam convocados candidatos do cadastro de reserva para ocupação dos cargos que se tornarem efetivos após a exoneração dos 1.389 comissionados.

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