Prefeito Joãozinho Pavão, Jackson Amorim e Luiz Lobato

ALÔ GAECO! Ex-funcionário do TIO do prefeito de Santa Helena abocanhou 14 contratos da noite para o dia recebendo R$ 8,4 MILHÕES em 2025

Colada com Turilândia, a cidade de Santa Helena pode ser palco de operações do GAECO caso se confirme uma trama macabra desenhada em meio a turbulência contratual e falta de transparência com contratos públicos.

Dizem que o mundo pertence aos audazes, mas em Santa Helena, parece que o mundo — ou pelo menos o orçamento municipal — pertence a uma árvore genealógica muito bem regada. O atual prefeito, Joãozinho Pavão, parece ter levado o conceito de “gestão familiar” a um novo patamar de criatividade, operando uma mágica empresarial que faria qualquer consultor de Wall Street chorar de inveja.

Para entender o enredo, precisamos falar do tio do prefeito, o onipresente empresário Luiz Raimundo Teixeira Lobato. Dono das empresas LRT Lobato e Construções e Comércio Lupa, o “Tio Luiz” já é veterano em abocanhar contratos na prefeitura desde 2016. Mas, como o sobrinho virou prefeito, a lei (essa burocracia chata!) resolveu atrapalhar o churrasco da família, proibindo contratos diretos para evitar o óbvio nepotismo.

Mas quem precisa de transparência quando se tem um ex-funcionário fiel?

Entra em cena Jackson Dias Amorim. Até ontem, um dedicado colaborador de Luiz Lobato. Hoje? Um magnata dos contratos públicos. Em uma coincidência que desafia as leis das probabilidades, Jackson assumiu o comando da empresa J R Amorim em 9 de dezembro de 2024 — exatos 64 dias após a vitória de Joãozinho nas urnas e a poucos dias da posse.

A J D Amorim ficou com quase todos os tipos de contratos que LRT Lobato atuava na prefeitura de Santa Helena, outro fato interessante é que a empresa não detém contratos em outros municípios, aparece que foi feita sob medidas para atuar somente nesse município.

Assim que o calendário marcou 2025, a J R Amorim virou o novo xodó da prefeitura. Em um desempenho digno de uma multinacional, a empresa abocanhou 14 contratos, totalizando a bagatela de R$ 12.056.619,67 (doze milhões cinquenta e seis mil seiscentos e dezenove reais e sessenta e sete centavos).

O curioso? Enquanto o dinheiro sai a galope, a transparência caminha a passos de cágado: dos 14 contratos, apenas dois deram as caras no sistema do TCE. O resto? Parece ser segredo de estado.

A eficiência é tamanha que o primeiro pagamento, de R$ 120 mil, caiu na conta apenas 18 dias após o início do ano. Até o fim de dezembro, Jackson já havia “faturado” R$ 8.441.711,79 (oito milhões, quatrocentos e quarenta e um mil, setecentos e onze reais e setenta e nove centavos).

Se você ainda duvida da “coincidência”, o Atestado de Capacidade Técnica da J R Amorim entrega o jogo. O documento, assinado pelo engenheiro André Luis Sá Lobato, é praticamente um “copia e cola” dos atestados usados anteriormente pela empresa do Tio Luiz.

Fontes locais, que preferem não se identificar para evitar a fúria do “pavão”, garantem: Jackson é apenas o rosto no papel. Por trás das cortinas, o comando continua nas mãos de Luiz Lobato, o tio que se recusa a sair da folha de pagamento do município.

Talvez tamanha ousadia venha do conforto familiar. Afinal, não custa lembrar que o prefeito Joãozinho Pavão é filho de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em Santa Helena, parece que a fiscalização fica tudo em família.

Tentamos ouvir os envolvidos, mas o silêncio foi a única resposta. Talvez estejam ocupados demais contando os dígitos dos próximos contratos.

Estamos trabalhando em mais conteúdo onde irem trazer mais informações impactantes que devem balançar as estruturas de poder em Santa Helena.

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