Prefeito de Santa Luzia, Juscelino Marreca

Ministério Público apura possível caso de “servidor fantasma” na gestão de Juscelino Marreca, em Santa Luzia

O município de Santa Luzia, sob gestão do prefeito Juscelino Marreca (PRD), voltou ao radar dos órgãos de controle após o Ministério Público do Estado instaurar um procedimento administrativo para investigar indícios de irregularidades envolvendo o pagamento de salários a um possível “servidor fantasma”.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 1/2026 – 2ª Promotoria de Justiça de Santa Luzia, assinada pelo promotor de Justiça Peterson Armando Azevedo de Abreu, com base em dispositivos constitucionais e legais que garantem ao Ministério Público a defesa do patrimônio público.

O que está sendo investigado

A investigação teve início a partir da Notícia de Fato nº 000057-256/2026, que levantou suspeitas de dano aos cofres públicos. Segundo o documento, há indícios de que uma pessoa possa ter recebido salários sem exercer, de fato, qualquer função no serviço público municipal — prática popularmente conhecida como “servidor fantasma”.

Diante da necessidade de aprofundar a apuração e após o prazo inicial ter sido esgotado, o Ministério Público decidiu converter o caso em Procedimento Administrativo, etapa que permite maior coleta de provas e diligências mais detalhadas.

Por que o caso é grave

Casos de servidores fantasmas são considerados uma das formas mais recorrentes de prejuízo ao erário. Isso porque envolvem o uso indevido de recursos públicos, que deveriam ser destinados a serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

Se confirmadas, as irregularidades podem configurar atos de improbidade administrativa, com possíveis consequências como:

  • devolução de valores aos cofres públicos;
  • aplicação de multas;
  • perda da função pública;
  • suspensão de direitos políticos.

Próximos passos da investigação

O Ministério Público determinou a adoção de uma série de medidas administrativas, incluindo:

  • registro formal do procedimento no sistema interno (SIMP);
  • designação de servidor para auxiliar nas investigações;
  • envio da portaria para órgãos superiores e publicação oficial.

A partir dessas ações, o caso segue para fase de coleta de informações, onde poderão ser solicitados documentos, ouvidos testemunhos e analisados vínculos funcionais.

Transparência e controle

A atuação do Ministério Público neste caso reforça o papel fiscalizador da instituição no combate a possíveis irregularidades na gestão pública. A conversão da Notícia de Fato em Procedimento Administrativo não implica, por si só, culpa ou responsabilização, mas indica que há elementos suficientes que justificam uma investigação mais aprofundada.

O espaço permanece aberto para que os citados ou a administração municipal se manifestem sobre os fatos, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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