Quase um ano após a morte brutal de Jarder Pereira da Cruz, o inquérito policial foi concluído pela Delegacia de Polícia Civil Especial do Maiobão, em Paço do Lumiar. A investigação reuniu provas, depoimentos e documentos que foram encaminhados ao Judiciário. Agora, o processo saiu da esfera policial e está nas mãos do Ministério Público e do Poder Judiciário, que têm a missão de transformar o caso em ação penal e punir os responsáveis.
A dor que não passa
A viúva, Fabiana Louzeiro, grávida de cinco meses à época, tentou se habilitar para acompanhar a investigação, mas teve o pedido negado. Hoje, segue sem respostas: “Fizeram uma crueldade com meu marido… deixaram ele sem dente, todo quebrado. Enquanto eu pedia ajuda, ninguém ajudou. Eu quero justiça”.
A sucessão do que vem agora
Ministério Público do Maranhão – analisa o inquérito concluído pela Delegacia do Maiobão. Cabe ao MP oferecer denúncia criminal contra os envolvidos no linchamento, ou requisitar novas diligências.
Poder Judiciário – sob a condução do juiz Márcio Aurélio Cutrim Campos, titular da 2ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, cabe zelar pela legalidade da investigação, receber a denúncia e iniciar a fase judicial.
Processo Penal – caso a denúncia seja recebida, os acusados serão citados, haverá instrução probatória e, ao fim, julgamento com possibilidade de condenação. Nesse momento, a viúva poderá se habilitar como assistente de acusação para reforçar a busca por justiça.
Relembre a crueldade
Na madrugada de 28 de outubro de 2024, Jarder, em surto psicótico, saiu de casa em Paço do Lumiar. Ao invés de receber socorro, foi perseguido, espancado, amarrado e entregue em estado grave. Levado ao Hospital Socorrão II, morreu com o corpo coberto de hematomas.
Justiça ou impunidade?
O Maranhão agora aguarda a decisão que pode mudar o rumo do caso. A investigação policial cumpriu sua parte. A responsabilidade de não deixar a brutal morte de Jarder cair na impunidade está, neste momento, nas mãos do Ministério Público e do juiz Márcio Aurélio Cutrim Campos.
