Criança autista sai de clínica com grave fratura, caso chega à polícia e silêncio da Le Petit aumenta cobrança por respostas

Uma criança autista de apenas cinco anos entrou na Clínica Le Petit, em São Luís, para uma sessão terapêutica e saiu chorando, com o braço sem sustentação. Horas depois, exames constataram grave fratura no úmero direito, com necessidade de cirurgia de urgência, implantação de fios metálicos e imobilização. O episódio ocorreu em 24 de junho e agora está sob investigação policial.

Ontem e hoje, os pais foram ouvidos pela delegada adjunta da DPCA, Dra. Natália Porpino, que conduz diligências para esclarecer o que realmente aconteceu. Segundo a família, a delegada já solicitou as imagens das câmeras de segurança daquele dia, mas as gravações ainda não teriam sido disponibilizadas à Polícia Civil. O detalhe que aumenta a pressão é que os próprios pais afirmam já ter assistido ao vídeo dentro da clínica, embora não tenham recebido uma cópia.

Enquanto a investigação avança, a luxuosa Le Petit, localizada em área nobre de São Luís, mantém forte investimento em marketing e divulgação institucional — estratégia vista pela família como uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” sobre o episódio. Mas publicidade não responde à pergunta que agora interessa à polícia, aos pais e à sociedade: se as câmeras registraram aquele atendimento, onde estão as imagens e quando serão entregues às autoridades? A clínica e os demais envolvidos têm espaço aberto para apresentar sua versão e esclarecer a situação.

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