O prefeito eleito Fred Campos parece ter adotado o estilo de um banqueiro de almas frias e calculistas: trata seus próprios vereadores como peças descartáveis de um tabuleiro sujo. O resultado? Um rastro de colapso psicológico na sua base de sustentação. Fontes do blog do Joerdson Rodrigues em Paço do Lumiar garantem que pelo menos três parlamentares já apresentam sinais clínicos alarmantes – alguns sustentados apenas com tarja preta.
Um deles, acostumado a mamar nas tetas de gestões passadas, agora amarga a ressaca de um “mato sem cachorro”. Sem os supostos mensalinhos que engordavam seu caixa, vê o patrimônio minguar e as contas se multiplicarem como pulgas em gato sarnento. Finge que está bem, mas a derrocada financeira escorre pelo rosto.
Outro, novato no submundo da política, já se rendeu aos barbitúricos para anestesiar a pressão. A mãe, matriarca de um império erguido à custa do erário, sente a lâmina da tesoura no orçamento. Do luxo fácil à gilete cortando fundo.
E há ainda o terceiro, espécie de operador de balcão, especialista em manobras bancárias obscuras em sociedade com um comparsa de longa data — conhecido por enganar velhinhos do INSS. O sujeito simplesmente surta. Afundado em dívidas, não consegue cobrir o rombo deixado pela campanha milionária que ostentou carreatas no Maiobão no “dia da vitória”. Vitória de quem, afinal?
Zero pagamento, zero palavra
Enquanto isso, trabalhadores da gestão anterior ainda esperam, desde 4 de janeiro, pelo salário e pelo décimo de dezembro. A “prefeitura de um dia”, erguida às pressas, só pagou os escolhidos. O dinheiro, travado por um token misterioso, não foi liberado nem para o falecido Fabão da Feira, que morreu esperando receber o que era seu por direito. No além, o “negão” certamente já descobriu que quem manda em Paço não tem coração, nem palavra.
E os 16 vereadores, de bico seco, vagam atrás de outros padrinhos políticos. Qualquer um, menos o irmão do prefeito — figura sem respaldo moral, dono de um passado podre e impróprio até para disputa de síndico.
O caso das jujubas batizadas
Desde o escândalo das jujubas batizadas — que supostamente doparam três vereadoras e jogaram a Câmara no lamaçal da vergonha — o parlamento municipal entrou numa reforma interminável, comparável às pirâmides do Egito. Oficialmente, obra; na prática, uma cortina de poeira para abafar o episódio. Enquanto os tapumes sobem, o povo fica cada vez mais distante dos seus representantes, e a já pífia atuação parlamentar se esfarela de vez.
O caso segue em segredo de justiça, mas, nos bastidores, todos sabem: virou pauta de pizza requentada, servida fria à sociedade luminense.