A Prefeitura de Balsas oficializou o planejamento financeiro para o próximo ano através da Lei Nº 1.817/2025. O documento estima uma receita e fixa a despesa do município em R$ 815.364.666,96 (oitocentos e quinze milhões trezentos e sessenta e quatro mil seiscentos e sessenta e seis reais e noventa e seis centavos) para o exercício de 2026.
O orçamento é o “mapa” que define quanto a prefeitura pretende arrecadar e como esse dinheiro será distribuído entre as secretarias, autarquias e o Poder Legislativo. Abaixo, detalhamos os números e analisamos os pontos críticos da nova legislação.
Do total previsto, a maior parte (R$ 805,5 milhões) vem das chamadas Receitas Correntes. O destaque vai para as Transferências Correntes (R$ 623,1 milhões), que são os repasses feitos pelo Estado e pela União (como FPM e ICMS). A arrecadação direta do município, via Receita Tributária (IPTU, ISS, taxas), está estimada em R$ 130,4 milhões.
Um ponto que merece atenção do cidadão e dos órgãos de controle é o Artigo 5º da lei. Ele autoriza o Poder Executivo a abrir créditos suplementares de até 90% do total da despesa.
Na prática, isso significa que a gestão municipal possui uma margem extremamente ampla para alterar o destino das verbas sem precisar de novas votações na Câmara Municipal ao longo do ano. Embora legal, o percentual é considerado alto por especialistas em gestão pública, o que reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa por parte dos vereadores.
Confira abaixo como os R$ 815,3 milhões foram distribuídos para 2026:

O que observar agora?
A Saúde, a Educação e a Infraestrutura concentram o maior volume de recursos, o que é natural para um município do porte de Balsas. No entanto, pastas como a de Habitação e Cidadania (R$ 6,7 milhões) e os fundos voltados para a Criança, Adolescente e Idoso (que somam R$ 700 mil) possuem fatias menores, o que pode ser ponto de debate sobre as políticas sociais.
A lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. O blog Joerdson Rodrigues seguirá acompanhando a execução desses gastos para informar à população se o que foi planejado no papel está sendo transformado em benefícios reais nas ruas.
