BOMBA! Empreiteiro investigado pela PF estima “torrar” R$ 100 milhões na campanha da esposa ao Congresso

Lago da política maranhense ferveu — e não foi por ideias novas. A pré-campanha que mais chama atenção no momento não se destaca por propostas, debates programáticos ou trajetória pública consolidada, mas pelo volume de dinheiro que circula nos bastidores. A conta, segundo avaliações políticas reservadas, pode chegar a R$ 100 milhões. O objetivo: eleger Larissa DP deputada federal.

Larissa, empresária e esposa do também empresário Eduardo DP, despontou de forma meteórica como um dos nomes mais comentados da disputa no Maranhão. Em levantamento recente divulgado pelo Instituto Inop, ela aparece na 11ª colocação, atrás apenas de parlamentares que já exercem mandato — um desempenho, no mínimo, curioso para quem até pouco tempo não figurava no radar político.

Dinheiro fala — e fala alto

Nos corredores da política, a explicação para o “salto” é quase unânime: estrutura financeira robusta. A avaliação é de que o grupo familiar, ligado à empreiteira Construservice, sustenta uma ofensiva ampla de marketing, articulação e presença territorial. Nada ilegal em investir em campanha, desde que respeitados os limites e regras eleitorais. O problema é quando a política passa a parecer uma extensão do caixa empresarial.

O elefante na sala

A ascensão de Larissa ocorre em paralelo a um histórico que insiste em não sair de cena. Seu marido, Eduardo DP — conhecido nos bastidores como “Imperador” — é investigado pela Polícia Federal em apurações que envolvem suspeitas de fraudes em contratos públicos, desvios de recursos e irregularidades em licitações, especialmente no setor de obras e serviços. Em diferentes momentos, o empresário já foi preso e conduzido coercitivamente, tornando-se figura recorrente em inquéritos ligados a contratos milionários com administrações municipais e estaduais.

Convém registrar: investigação não é condenação. Mas também não é detalhe irrelevante — sobretudo quando o capital político de uma candidatura parece caminhar lado a lado com recursos oriundos de um setor sob constante escrutínio.

Política como investimento

A situação escancara um fenômeno cada vez mais comum no país: a política como investimento de alto retorno. Empresários, empreiteiros e lobistas descobriram que, em muitos casos, é mais eficiente eleger aliados (ou familiares) do que disputar espaço apenas por contratos. A lógica é simples — e debochadamente pragmática: gasta-se muito antes para não precisar pedir depois.

Olhos atentos

Com números tão expressivos, a pré-campanha de Larissa DP tende a chamar atenção não só do eleitorado, mas também de órgãos de fiscalização e controle eleitoral. Afinal, quando cifras astronômicas entram em campo, cresce a obrigação de transparência, rastreabilidade e respeito às regras do jogo.

No fim das contas, fica a pergunta que ecoa nos bastidores: trata-se de um projeto político ou de um investimento empresarial com endereço certo? O eleitor maranhense — e os órgãos de controle — terão a resposta nas próximas cenas.

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