O Condomínio Jardins do Turu 3, localizado na Avenida General Arthur Carvalho, em São Luís, vive um período de forte tensão entre parte dos moradores, integrantes do conselho e a atual síndica, Luanna Mendes Scarpatti Sousa. As reclamações envolvem alegações de falta de transparência administrativa, dificuldades de fiscalização das contas do condomínio, impasses judiciais e dúvidas sobre a condução da gestão, que já se encontra inadimplente no Serasa.
As denúncias chegaram ao blog Joerdson Rodrigues por meio de moradores, que afirmam existir preocupação crescente com a situação financeira e administrativa do empreendimento, que apesar de novo já se encontra com um aspecto evelhecido devido a falta de cuidado e adminstração da sindica.

Segundo relatos encaminhados à reportagem, membros do conselho teriam solicitado, de forma amigável, que a síndica renunciasse ao cargo diante de divergências relacionadas à administração do condomínio. Como não houve acordo, foi iniciada a mobilização para convocação de uma assembleia destinada a discutir a possível destituição da gestora.
No entanto, de acordo com a documentação apresentada pelos denunciantes, uma decisão judicial teria suspendido a realização da assembleia. Os moradores afirmam ainda que, no mesmo contexto, o subsíndico foi acionado judicialmente sob alegação de perseguição e com pedido de indenização por danos morais.
Pedido de acesso às contas
Outro ponto levantado pelos denunciantes diz respeito ao acesso às informações financeiras do condomínio. Conforme os relatos, integrantes do conselho fiscal solicitaram acesso à movimentação bancária e a documentos financeiros para exercer a atividade de fiscalização prevista na convenção condominial.
Segundo os moradores, os pedidos não teriam sido atendidos da forma esperada, gerando insatisfação e insegurança entre parte dos condôminos. Eles alegam que o conselho não conseguiu obter informações consideradas essenciais para acompanhar a situação financeira do empreendimento.
Nova tentativa de assembleia
Diante do impasse, moradores teriam iniciado uma nova mobilização para convocar assembleia, desta vez sem participação direta do conselho fiscal. Contudo, conforme os documentos apresentados à reportagem, uma nova decisão judicial também teria criado obstáculos à realização da reunião.
A situação ampliou o clima de divisão dentro do condomínio, segundo relatos recebidos pelo blog.
Alegações de falta de diálogo
Moradores afirmam que diversas tentativas de diálogo foram realizadas ao longo dos últimos meses, mas alegam não terem obtido respostas satisfatórias para os questionamentos apresentados.
Os denunciantes sustentam que existe dificuldade de comunicação entre a administração e parte dos moradores, especialmente em assuntos relacionados às finanças e à prestação de contas.
Multa do Corpo de Bombeiros gera preocupação
Outro episódio citado pelos moradores envolve uma autuação do Corpo de Bombeiros. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, teriam sido identificadas pendências relacionadas ao sistema de combate a incêndio do condomínio, incluindo suposta ausência ou inadequação de mangueiras em alguns blocos.
Os denunciantes afirmam que a situação resultou em multa e que muitos moradores não teriam sido informados oficialmente sobre o ocorrido. Eles também alegam preocupação com possíveis riscos à segurança das famílias residentes.
A reportagem não teve acesso ao auto de infração nem ao valor da eventual penalidade aplicada, razão pela qual não é possível confirmar os detalhes da autuação de forma independente.
Dúvidas e desconfianças sobre movimentação financeira
Entre as principais reclamações apresentadas pelos moradores está a alegação de que diferentes recursos arrecadados pelo condomínio estariam sendo administrados em uma mesma conta bancária.
Segundo os denunciantes, valores referentes à taxa condominial, fundo de reserva e outras arrecadações deveriam estar segregados conforme previsão da convenção do condomínio. Eles alegam que solicitaram esclarecimentos sobre a situação, mas afirmam não ter recebido informações consideradas suficientes.
Além disso, moradores dizem desconhecer o saldo atualizado das contas do condomínio e afirmam que aguardam respostas formais sobre a gestão financeira.
Direito ao contraditório
A atual síndica, Luanna Mendes Scarpatti Sousa, tem direito ao contraditório e à ampla defesa. As alegações apresentadas nesta reportagem refletem exclusivamente os relatos e documentos encaminhados por moradores e representantes do condomínio.
Caso a síndica ou sua defesa desejem apresentar esclarecimentos, documentos ou manifestação oficial sobre os fatos narrados, o espaço permanece aberto para publicação integral de sua versão.
Da mesma forma, eventuais posicionamentos da assessoria jurídica responsável pelo condomínio poderão ser incorporados à matéria em atualização futura.