‘Diário da Manhã’ – Médico fala sobre sintomas, cuidados e tratamento da hemofilia

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Em entrevista ao programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), nesta quinta-feira (4), o chefe da Unidade de Hematologia e Hemoterapia do Hospital Universitário da UFMA, Yuri Nassar, fez uma explanação sobre sintomas, cuidados e tratamento da hemofilia.

Entrevistado pelo jornalista Ronald Segundo, o hematologista Yuri Nassar destacou a importância do Hospital Universitário da UFMA no atendimento a hemofílicos. Ele explicou que a hemofilia é uma doença genética que causa desorganização no mecanismo de coagulação do sangue. Na maioria dos casos, as mulheres carregam o gene por ser uma patologia ligada ao cromossoma sexual X. A mulher não desenvolve a doença, mas os filhos homens manifestam a hemofilia.

Segundo Yuri Nassar, por ser uma deficiência de coagulação, o portador pode apresentar sangramento em qualquer local do organismo. Porém, os sangramentos nas articulações são os mais frequentes e trazem mais complicações causando atrofias nas articulações do joelho, calcanhares, ombros, etc.

Yuri Nassar explicou ainda que existem dois tipos de hemofilia: a do tipo A, que ocorre por falta do fator VIII de coagulação; e a do tipo B, que é ocasionada pela ausência do fator IX. A doença ainda pode ser caracterizada de acordo com a quantidade do fator que está em deficiência no sangue. É dividida como leve (fator acima de 5%), moderada (entre 1% e 5%) e grave (menor que 1%). O tratamento consiste na reposição do fator de coagulação específico para cada tipo. O medicamento tem distribuição gratuita pela rede SUS.

Durante a entrevista, Yuri Nassar destacou a importância de conscientizar a população sobre a doação de sangue. Ele disse que, para chamar a atenção para esse tema tão importante, a Unidade de Hematologia e Hemoterapia (UHH) do Hospital Universitário tem incentivado campanhas para doação de sangue.

“Considerando os baixos índices de doações de bolsas de sangue, que refletem diretamente nos estoques da UHH, é imprescindível a busca por estratégias que incentivem a reflexão e compreensão do ato de doar, bem como a importância de tornar-se um doador voluntário de sangue”, afirmou o hematologista e chefe da UHH, Yuri Nassar.

“A doação de sangue é um ato voluntário, altruísta, com o qual uma pessoa consegue salvar até quatro vidas com uma única doação, pois ela pode gerar até quatro hemocomponentes, que são plaquetas, hemácias, plasma e crioprecipitado. Esses hemocomponentes são utilizados no tratamento e manejo de diversas condições de pacientes tanto hospitalizados, quanto em contexto ambulatorial, nas mais diversas doenças”, explicou.

Transfusões

Segundo o hematologista, as taxas do Hospital Universitário, por mês, ultrapassam 600 transfusões sanguíneas. “Isso requer uma atenção da comunidade de São Luís para que os pacientes não tenham uma desassistência por falta desse material tão precioso, que é o sangue. Temos várias cirurgias, vários pacientes graves complexos, que são os grandes beneficiados com a transfusão, auxiliando na recuperação e na sua saída do hospital”, reforçou.

“A doação de sangue é um ato simples, com baixos riscos de contaminação, baixos riscos relacionados a qualquer tipo de infecção e que não gera danos ao doador, pois ele vai produzir normalmente as suas células sanguíneas, repondo tudo aquilo que doou”, ressaltou Yuri Nassar.

 

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