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Prodígio maranhense das licitações já faturou quase R$ 55 milhões em contratos em São Paulo

Mauricio Raposo ao lado do seu pai Marilson Raposo

Empresa que pertence ao jovem empresário Maurício Oliveira Alcântara Raposo já havia chamado atenção por obter êxito em licitações milionárias no Maranhão

O nome de Maurício Oliveira Alcântara Raposo, filho do empresário Marilson Raposo, voltou a chamar atenção no cenário das contratações públicas. Aos 20 anos, Mauricio aparece como administrador da Globalserv Gestão Serviços e Comércio Ltda, empresa que vem acumulando contratos com órgãos públicos em diferentes estados brasileiros.

O que chama atenção, principalmente, é a dimensão dos valores envolvidos em um período relativamente curto.

Somente em contratos identificados com órgãos públicos de São Paulo, a Globalserv soma R$ 44.979.117,60 em dois contratos firmados com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A esse montante, acrescenta-se um contrato de R$ 9.922.550,52 com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP).

Juntos, os contratos paulistas chegam a R$ 54.901.668,12, praticamente R$ 55 milhões.

E a história não termina em São Paulo.

A matemática que chama atenção

Os números ajudam a dimensionar o tamanho da movimentação contratual identificada:

No caso da CEAGESP, a própria companhia pública informa que a Globalserv foi declarada vencedora do Pregão Eletrônico nº 90005/2026, destinado à contratação de serviços de limpeza, asseio, higienização e conservação dos sanitários públicos do Entreposto Terminal de São Paulo. O valor homologado foi de R$ 9.922.550,52. (Ceagesp)

A documentação pública também registra que houve contestação administrativa apresentada por empresa concorrente durante o processo licitatório. A existência de recurso, por si só, não significa que tenha ocorrido irregularidade, tampouco invalida o resultado do certame. Trata-se de uma etapa prevista nos procedimentos de contratação pública. (Ceagesp)

Dois contratos milionários no Tribunal de Justiça de São Paulo

No Tribunal de Justiça de São Paulo, os dados disponíveis indicam dois contratos atribuídos à Globalserv, um no valor de R$ 22.668.306,80 e outro de R$ 22.310.810,80.

A soma dos dois chega exatamente a R$ 44.979.117,60.

O volume financeiro chama atenção porque coloca uma empresa que também atua no Maranhão em contratos de grande porte com um dos maiores tribunais do país.

Mais do que olhar individualmente para cada contrato, o ponto que merece atenção jornalística é o conjunto dos valores e a velocidade com que a empresa passou a aparecer em contratações expressivas.

Por que a trajetória da empresa merece acompanhamento?

A questão jornalística, portanto, não é simplesmente afirmar que uma empresa jovem “ganhou muito dinheiro”.

O que chama atenção é a concentração de contratos de valores elevados em órgãos públicos diferentes e em estados distintos, especialmente nos segmentos de prestação de serviços terceirizados.

Segundo levantamento disponível sobre o CNPJ da empresa, além dos contratos destacados nesta reportagem, a Globalserv aparece em outros registros de contratações públicas. A plataforma consultada, baseada em dados públicos, também alerta que análises estatísticas sobre fornecedores não constituem acusações de irregularidade. (AiLicita)

Isso significa que o caminho adequado para uma análise mais profunda passa por perguntas objetivas:

Qual era a estrutura operacional da empresa no momento em que venceu os contratos?

Quantos funcionários estavam disponíveis para executar os serviços?

Quais eram os custos previstos nas planilhas apresentadas nas licitações?

A empresa possuía capacidade técnica e econômica compatível com o volume contratado?

Quanto efetivamente já foi pago pelos órgãos públicos?

Quem participou dos certames e quais foram as propostas concorrentes?

Existem aditivos, repactuações ou reajustes posteriores?

São perguntas legítimas em qualquer contratação pública de grande valor.

Um jovem em meio a contratos de dezenas de milhões

A idade de Maurício Raposo é outro elemento que chama atenção na história.

Com apenas 20 anos, o empresário aparece vinculado à administração da Globalserv, companhia que passou a figurar em contratos públicos de valores expressivos.

Isso, isoladamente, não representa qualquer irregularidade. A legislação não estabelece que uma pessoa jovem esteja impedida de administrar uma empresa ou disputar licitações.

Mas a dimensão dos contratos naturalmente desperta curiosidade sobre a trajetória empresarial, a estrutura da companhia e a capacidade necessária para administrar serviços que movimentam dezenas de milhões de reais.

O blog Joerdson Rodrigues ressalta que esta reportagem se baseia em informações e documentos de acesso público. A menção a contratos, empresas ou pessoas não constitui, por si só, acusação de crime ou de irregularidade. Eventuais questionamentos apresentados no texto devem ser compreendidos como pontos de interesse jornalístico e de fiscalização da Administração Pública.

O espaço permanece aberto para manifestação da Globalserv Gestão Serviços e Comércio Ltda, de Maurício Oliveira Alcântara Raposo e dos órgãos públicos mencionados, caso desejem apresentar esclarecimentos, informações adicionais ou contestação aos dados publicados.

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